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Menstruação sem Tabu - Projeto de educação menstrual em escolas e comunidades vulneráveis

O projeto “Menstruação Sem Tabu” é uma iniciativa que busca promover a Dignidade Menstrual por meio da educação e da instrução de meninas, mulheres e pessoas menstruantes. Para isso, realiza oficinas de Educação Menstrual em escolas e comunidades em situação de vulnerabilidade social e econômica, além de oferecer formação sobre a temática para profissionais que atuam em diferentes segmentos da educação, saúde e assistência social.

O projeto teve início em 2023, no Instituto Federal Sudeste, Campus Barbacena, em Minas Gerais, onde realizamos oficinas regulares com as seis turmas do 1º ano do ensino médio integrado ao técnico, alcançando cerca de 180 estudantes. No ano seguinte, atuamos em duas escolas municipais de Barbacena e em uma escola municipal de Juiz de Fora, com foco nas turmas de 8º e 9º anos do ensino fundamental, contemplando cerca de 190 estudantes. Nesse mesmo ano, produzimos a cartilha “A Voz do Sangue – guia de educação menstrual”, que serve como material de apoio para as oficinas.

Em 2025, o projeto deu continuidade às atividades em Juiz de Fora, junto ao Instituto Semente, um centro de convivência para crianças, adolescentes e idosos localizado no bairro Dom Bosco, e ampliou sua atuação por meio da pesquisa de pós-doutorado, financiada pelo CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil, intitulada “Educação Menstrual nas escolas: impactos e desafios na promoção da dignidade menstrual”. A pesquisa levou oficinas de educação menstrual à Escola Estadual Barão Geraldo de Rezende, em Campinas, São Paulo, e ao Centro Escolar Benito Juárez, em Ixmiquilpan, Hidalgo, México.

Para apoiar as atividades realizadas no México, produzimos uma versão em espanhol da cartilha “A Voz do Sangue”. Desta pesquisa também foram publicados dois artigos em revistas científicas: “´Menstruação sem Tabu´: uma reflexão sobre a experiência com oficinas de educação menstrual em escolas e instituições públicas”, veiculado na R@U - Revista de Antropologia da UFSCar e o artigo “¡Educar para transformar!: impactos y desafíos de la educación menstrual en Brasil y México”, difundido na Plural - Revista da Asociación Latinoamericana de Antropología.

Ainda em 2025, oferecemos nossa primeira turma de formação em Educação Menstrual, voltada a profissionais de diferentes segmentos, provenientes de Barbacena, Juiz de Fora, Cataguases, Ouro Preto, Campinas, São Paulo, Mossoró e Boa Vista. Como contrapartida à formação, as participantes promoveram oficinas em escolas e outras instituições de assistência social dessas localidades.

Em 2026, estamos dando continuidade às oficinas nos territórios em que já atuamos e abrindo novas frentes de trabalho. Em Juiz de Fora, as atividades estão sendo realizadas na Casa de Acolhimento a Mulheres em Situação de Rua, no bairro Ipiranga; no Instituto Semente; nos Centros de Convivência dos bairros Vila Esperança e Igrejinha; e na Escola Estadual Batista de Oliveira.

Em Barbacena, as oficinas estão acontecendo em parceria com a Sociedade de São Vicente de Paulo, sendo oferecidas às adolescentes assistidas pela instituição. Em Cataguases, a Escola Estadual Astolfo Dutra tem recebido encontros de educação menstrual; em Ouro Preto, as atividades têm ocorrido em diferentes escolas municipais e estaduais; em Osasco, a Escola Estadual Doutor Américo Marco Antônio recebeu nosso projeto; em Carapicuíba, as ações foram desenvolvidas no Instituto Casa da Gente, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; em Mossoró (RN), o trabalho foi realizado com mulheres que fazem parte do grupo Sementes Urbanas; e, em Campinas, a Escola Estadual Barão Geraldo de Rezende recebeu novamente o projeto, desta vez com outras turmas.

Atualmente, estamos oferecendo a segunda turma de formação em Educação Menstrual, com vinte e três participantes de diferentes segmentos sociais e localidades do Brasil e do exterior. A formação reúne participantes de Juiz de Fora, Barbacena, Montes Claros, Rio de Janeiro, Niterói, Espírito Santo, São Paulo, Campinas, Chapada Diamantina (Bahia), Cavalcante (Goiás), Curitiba (Paraná), Rio do Campo (Santa Catarina), Santarém (Pará), Natal (Rio Grande do Norte) e Haslemere, Surrey (Reino Unido).

Entre 2023 e o primeiro semestre de 2026, foram realizadas aproximadamente 250 horas de atividades educativas, alcançando cerca de 940 participantes em escolas públicas, instituições de assistência social e espaços comunitários de oito cidades do Brasil e do México. As ações envolveram estudantes — incluindo meninas, meninos, pessoas trans e não binárias —, mulheres e pessoas trans em situação de rua, pessoas idosas, famílias e profissionais das áreas da educação, saúde e assistência social.

O “Menstruação Sem Tabu” é uma iniciativa da professora doutora Janaina Morais, antropóloga e educadora menstrual, desenvolvida em parceria com a ONG Vertente Solidária e com o apoio de colaboradores individuais, da empresa NetRosas, da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), da Libbs Farmacêutica e da empresa Cimec para sua realização.

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